Com todo o respeito e consideração que a situação impõe, estava aqui a pensar na evolução dos tempos. Se por um lado não faz sentido que com equipamentos tão modernos e pessoas mais formadas e preparadas para comandar navios, situações como a que aconteceu junto à ilha italiana de Giglio aconteçam (quer tenha sido erro humano, parvoíce ou falha em equipamentos), por outro lado o que aconteceu em 1912 é de facto muito mais dramático. Não havia botes salva vidas para todos, naufragaram num mar com uma temperatura tão convidativa e cheio de bichinhos com fome, não dava para nadar até à costa, o comandante aguentou-se literalmente até ao fim (o que demonstra também a evolução dos valores), o navio afundou mesmo (não ficou metade de fora) e a tragédia esteve sempre presente como demonstraram Leonardo Di Caprio e Kate Winslet na perfeição.
No entanto, em 1912 faltaram os portugueses para dizer que têm cartão de milhas que lhes dá direito a tirar uma fotografia com o comandante logo no início do cruzeiro (felizmente foi no início, sempre têm alguma coisa para recordar: nas palavras do senhor "uma fotografia com o possível assassino") e que assim que o conheceram viram logo que ele tinha um ar boémio e que não inspirava confiança. Pena que, também logo no início, não tenham chamado a policia. Teriam evitado um desastre. Aqui faltou a visão espertalhona do tuga.
A pergunta que se coloca agora é: quem serão os protagonistas do filme "Costa Concordia" (que ainda por cima não tem um nome nada apelativo para filme) e terá a Celine Dion capacidade para fazer melhor (ou pior) que "My heart will go on"?
A conclusão que tiro é: ainda bem que enjoo.
Só por isto, aqui fica uma das piores músicas de sempre, carregadinha de drama e emoções.
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